sexta-feira, 25 de setembro de 2009
The End
Where does all of the energie goes to?
'Cause you know, love is energy, just like hate is.
And in the end, there's nothing, not even hate, there's only emptiness.
Where there was heart once, there's a black hole that sucks everything.
Guilty is a sin. We break each other, life goes by and we keep on breaking.
No one has good luck, until one is lucky.
My black hole eyes, my tumbling body. Your full lips, skinny as hell.
Now, memories are all that remain.
EMPTINESS.
I'll never look into your eyes again
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Just like honey
Is the hardest thing that
I can do
That I can do for you
For you
I'll be your plastic toy
I'll be your plastic toy
For you
Se meu computador fosse uma vitrola tinha arranhado essa música.
Sabe, eu sinto uma dor profunda quando escuto algumas coisas, é estranho, mas eu sou capaz
de reavaliar minha vida toda por causa de três minutos de uma música.
Vai ser difícil, eu tenho medo e eu preciso mais que nunca de mim, porque precisar dos outros
nunca é uma coisa boa. Eu acho que é impossível ser feliz conjunto.

segunda-feira, 20 de julho de 2009
Unwell
sexta-feira, 19 de junho de 2009
White Room
E quando você se apaixona pela pessoa certa? E mesmo assim alguma coisa dá terrivelmente errado? Quando você se apaixona pela pessoa certa e a vida não acontece como nos filmes, quando a pessoa certa se torna tão errada quanto aquelas todas outras. Não existe nada pior que o fim de um amor, você não acha? Você acha que talvez ele não morra, mas fique de alguma forma dentro de mim? Pode ser, mas eu prefiro acreditar que morre, mesmo sabendo que não. Faz anos, e eu ainda amo a pessoa certa. Faz anos, e a pessoa certa continua me amando. Entao, por que não chegamos ao final feliz? Porque entre nós não existe uma interseção. A verdade é essa, não é o amor, não é o querer, não é o fazer feliz que importa, são as interseções. Os pontos comuns que formam uma possível vida cotidiana, uma rotina, comprar pão na padaria, jantar com os amigos, alugar um filme num domingo preguiçoso e ficar em casa sem fazer nada.
Quando eu paro pra pensar em tudo que aconteceu, eu mal acredito que é verdade. Parece alguma novela ficcional escrita por uma pessoa, no mínimo, irônica. Acho que é assim que as pessoas que acreditam em Deus se sentem maioria do tempo, como se uma grande força com um senso de humor sádico controla suas vidas. É, talvez não, você tá certa, a maioria das pessoas que acreditam em Deus acham que estão protegidas.
A pessoa certa me disse um dia que eu me agarrava às minhas crenças sobre o que ele fez comigo, como os religiosos se agarram a Deus. CEGAMENTE. Eu queria saber quando a gente para de sentir a falta do grande amor. Não, já tive outros amores, talvez até maiores, melhores. Mas não importa, porque ele era o certo, era aquilo, entende? Era com ele que eu deveria passar minha vida, criar minha família e virar uma velha desmemoriada enquanto ele virava um velho rabugento...
Não, não acho que eu o utilize como desculpa para não me envolver. Ele ainda é meu melhor amigo, ainda hoje, meu melhor amigo.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Down on me
Minha voz ta rouca. Cigarros e alguns litros de vodka acabam nisso. Os joelhos doem, muito mesmo, to cansada demais. Pela enésima vez, eu não faço a mínima idéia do que ou quem eu fiz. Você já cansou de ouvir isso, né?
É engraçado, eu me sinto melhor entre garrafas quebradas e cacos de gente do que em qualquer ambiente estéril consultório de dentista. Tudo que eu sou, minha carreira, minha vida, meu vício, foi feito no meio das sobras de outras pessoas, sabe, os restos mortais. Nunca quis uma mansão, um carro do ano ou coisas do tipo, sempre quis um amor dos livros, das musicas, dos filmes. Foi isso que fodeu tudo, acreditar na ilusão das obras de arte, quando, na verdade, ninguém vai me amar como um poeta maldito, um ébrio trovador ou um herói da sétima arte. E fica a pergunta, se não é um grande amor, vale a pena?
Tenho que me levantar, me tornar um ser humano de novo, ou talvez só uma sombra, que já é muito mais do que eu sou agora, eu me sinto uma ameba, você já se sentiu uma ameba? Eu quero ouvir Janis, ela foi a única mulher tão fodida quanto eu. Não, não, ela foi mais triste, alguém que escreve Kozmic Blues tem que ser a pessoa mais “azul” do mundo mesmo.
Descobri a Janis aos onze anos, foi a primeira grande descoberta em língua inglesa, quer dizer, a primeira depois dos Beatles, mas acho que Beatles já era parte do meu DNA, então não foi uma descoberta. Eu nunca havia entendido muito bem porque as pessoas bebiam, porque era tão importante anestesiar a vida e esconder o sofrimento. Depois de Cry Baby, eu deixei de entender como alguém consegue viver sem algo que amorteça a dor. A vida é mais forte que qualquer um, não dá pra encarar ela sem o mínimo de ebriedade. Claro, que com o tempo, percebi que a ebriedade não é só etílica, existem várias outras formas de se perder na vida: amor, sexo, amizade, estudo, trabalho, cigarros, família...
Meus venenos estão na segunda e quarta formas extras de se embriagar, afinal, o que seria de mim sem o álcool? O resto é bônus, resultante. O que seria de mim sem álcool? Seria alguém com mais lembranças. Ainda bem que eu não faço o tipo saudosista, lembrando que eu me chamo Luíza e tendo noção de onde eu moro, sobrevivo, isso é fato, empiricamente comprovado. E sobreviver é mais do que muita gente ganha na vida.
